Protagonismo é uma qualidade humana, desenvolva a sua

By setembro 19, 2018Desenvolvimento Humano

Como você encara os resultados que tem obtido? Acredita que eles são determinados por fatores externos (como sorte ou destino) ou internos (como suas decisões e habilidades de fazer acontecer)?

Sabe aquela vontade que você tem de fazer uma viagem com a família, voltar a estudar ou ter um corpo e uma mente mais saudáveis? Então, o que abordaremos neste texto pode ser um bom ponto de partida para que você drible uma possível (talvez provável) autossabotagem e parta para a conquista daquilo que almeja.

Protagonismo é uma ciência ou está na cozinha da sua casa?

Alguns estudiosos do comportamento humano vêm estudando essa relação entre como agimos e os resultados que obtemos na vida. Julian Rotter, um dos autores mais influentes do tema, propôs um conceito conhecido como “Lócus de Controle”, cujo significado é Local de Controle.

Eu aprendi esse conceito em 2003 e, desde então, venho aplicando na minha vida com ótimos resultados. Decidi resumir aqui e compartilhar para que você também possa usufruir dos benefícios dessa mudança de atitude.

Entender é fácil, me acompanhe no que o Sr. Rotter nos explica sobre o conceito “Lócus de Controle”:

  • Lócus de Controle Interno: Quando acreditamos que os resultados e recompensas que obtemos, sejam eles satisfatórios ou não, são a consequência de nossos próprios comportamentos, atributos e decisões.
  • Lócus de Controle Externo: Quando acreditamos que os resultados e recompensas que obtemos são a consequência da ocorrência de fatores fora do nosso controle e que nada ou pouco poderíamos ter feito para que fosse diferente.

Qual o Modelo Mental das pessoas realizadoras?

Nas pesquisas do Sr. Rotter, como você já deve imaginar pela própria definição, as pessoas bem-sucedidas buscam constantemente o Lócus Interno. Ou seja, sempre que desejam realizar algo ou que algum resultado indesejado acontece, elas se perguntam: “o que eu posso fazer para chegar no resultado que desejo?”

Infelizmente, os números das pesquisas apontam que a grande maioria das pessoas – de forma inconsciente – prefere atuar com o Lócus Externo. Ou seja, elas acreditam que dependem apenas dos fatores externos para chegar aonde querem: “Se ganhar na loteria”, “se o governo ajudar”, “se meu líder fosse diferente”, “se o mundo fosse mais justo”, etc.. Dessa forma, elas ficam “cegas” para aquilo que elas próprias poderiam fazer e acabam se colocando como vítimas das circunstâncias.

Porque nos vitimizamos com tanta frequência?

Se o Lócus Interno é a atitude mental das pessoas bem-sucedidas, por que então a grande maioria das pessoas age com o Lócus Externo? Porque é mais fácil, ou seja, é a melhor forma de ficarmos na zona de conforto: se a responsabilidade é dos outros, não há nada que eu possa fazer; tudo bem se eu perder o protagonismo da minha vida, mas também não vou precisar mudar, estudar, aprender, nem trabalhar. Resultado: pouca história para contar e muito do que reclamar.

Sério, isso pode mudar sua vida!

Agora, se você deseja realizar seus objetivos na vida, a minha recomendação (e a do Sr. Rotter também) é que você coloque agora mesmo no papel aquilo que você quer realizar e se pergunte: “O que me cabe fazer para que isso aconteça?”. Faça seu plano de ação, enfrente sua zona de conforto e seja bem-vindo ao mundo daqueles que pouco reclamam, muito fazem e chegam aonde querem.

Sim, você pode aprender aquele idioma, perder aqueles quilos, fazer aquela viagem, melhorar a relação com seus colegas de comportamento “mais difícil de lidar”… Só cabe a você mesmo decidir que essa aspiração vale mais do que sua zona de conforto e começar a agir, agora mesmo, de forma consistente.

Como diria Nelson Mandela, desejo que o futuro o encontre fazendo justamente o que você precisava ter feito para chegar aonde você queria estar. Sucesso na caminhada!

Daniel Spinelli – Facilitador, palestrante, surfista e questionador do status quo.

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