6 Lições para Líderes e Empresas da palestra do Dalai Lama para o Brasil

DalaiLama

Educando o Coração 

Com uma vida dedicada ao Desenvolvimento Humano, e tendo o Dalai Lama como uma das fontes de inspiração, percebia mensagens para as organizações quando o assistia falar sobre Educação. Senti então um chamado para compartilhar um pouco dessa “leitura” que fiz da palestra, com a aspiração de que esse texto possa inspirar aqueles que também trabalham – ou querem trabalhar – pela ampliação da consciência nas organizações. 

A palestra de Sua Santidade Dalai lama foi oferecida em 24/11/2021 – “Educando o coração para o novo milênio”.

1 – Do Desarmamento Emocional à Compreensão da Interdependência

O conceito de interdependência deve transcender qualquer visão religiosa, política ou governamental. Para as empresas, é fundamental que haja essa visão aplicada nas relações interpessoais, interdepartamentais e hierárquicas de trabalho. Um primeiro ponto a ser considerado, trazido por Dalai Lama, é o que ele chama de “desarmamento emocional”. Uma forma de desenvolvimento pessoal, em que a mente é consciente das situações que geram emoções perturbadoras e como ela pode reagir de forma mais calma e pacífica, favorecendo a saúde individual, as relações interpessoais e, consequentemente, o ambiente da empresa.

2 – O Poder da Inteligência Aliada a um Bom Coração  

Com amplo estudo na área das faculdades mentais inerentes ao ser humano, junto a estudos modernos da neurociência, Dalai Lama constata que apenas o desenvolvimento da inteligência humana não é suficiente; é preciso uma educação dentro do que ele chama de um “bom coração” – independente de fé religiosa, crença ou ideologias. Os cientistas comprovam que uma mente mais calma, compassiva e pacífica torna a pessoa mais resiliente, lúcida e prontamente capaz de desenvolver ideias claras e novas formas de ação diante de situações desafiadoras.

3 – Um Novo Papel para as Organizações

Reforçando a questão da interdependência, os indivíduos atuantes numa empresa têm a oportunidade de trabalhar juntos suas dificuldades, podendo desenvolver habilidades como empatia e compaixão. A aspiração de se criar uma visão mais ampla de individualidade integrada ao desenvolvimento de uma sociedade mais pacífica e lúcida, amplia as possibilidades das organizações para serem núcleos de promoção dessa atitude integrativa entre os seres humanos. Com essa visão mais ampla de si mesmos e do coletivo, a interconectividade nas relações ganha um aspecto de responsabilidade social, ambiental e de saúde humana.

4 – Propósito Organizacional

Na questão da responsabilidade social e ambiental, podemos olhar o mundo organizacional como possível promotor de conhecimento e interconectividade.

O propósito das próprias organizações pode integrar cada vez mais atuações e parcerias sociais, bem como uma consciência ambiental que inclua a visão das reais necessidades globais.

5 – Saúde Mental como Prioridade

Na questão da saúde humana, é comprovado que uma mente calma e pacífica fortalece a saúde mental e física das pessoas. Sendo assim, o ambiente organizacional interfere diretamente na saúde mental de seus colaboradores e organizadores. Menos ansiedade na mente advém de um treinamento para desenvolver habilidades pacificadoras e integrativas, o que o Dalai Lama chama de “sexta mente”, que transcende o nível sensorial. Isso faz parte de um desenvolvimento mais aguçado e sutil do que conhecemos como mente. Para isso, precisamos desenvolver um olhar mais humano e menos individualista.

6 – Um Caminho de Transcendência

Essa visão ampliada da realidade traz uma questão maior, que vai além de nacionalidades, crenças, dogmas e conceitos de grupos humanos isolados. Podemos  olhar cada indivíduo, grupo ou organização como corresponsável pela formação de uma sociedade desenvolvida em valores humanos para uma cultura de paz.

Uma mente individual e coletiva, desenvolvida nas bases da compaixão, do altruísmo e da percepção da interdependência entre os seres, consequentemente educa no sentido de ser menos violenta e com menos medo.

Sendo assim, a organização pode tornar-se uma expressão desse conjunto de seres em desenvolvimento.

Para refletir

O que há de fato no coração das organizações para as quais trabalhamos? Estamos conscientes de que o corpo pulsante de uma empresa ajuda a irrigar a sociedade e o meio ambiente?

O que vai definir a nossa evolução como pessoas, organizações e sociedade depende da nossa capacidade de integrar às nossas motivações e práticas de Educação Corporativa o que o Dalai Lama chamou de “bom coração”.

Acredito realmente que esses aprendizados não são apenas sobre nossa saúde mental e bem-estar, são também sobre perenidade e longevidade dos seres – o que inclui as organizações- e do nosso planeta.

*Importante reforçar que esse texto é uma interpretação pessoal da palestra, então incentivo quem quiser ir  mais a fundo a assistir esse webinar, que ficou gravado.

Por Daniel Spinelli

Consciência para Vida e Trabalho.

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