Você também busca uma vida com mais significado?

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Quantas vezes você já se perguntou: “Isso que estou fazendo faz sentido para mim? Esses objetivos e metas que tenho buscado no trabalho fazem sentido? Batem com meus valores? Para quais fins tenho dedicado a minha energia vital?”

Parece que os tempos de trabalho remoto nos colocaram de frente com algumas questões existenciais importantes. Então, a ideia desse texto é trazer um pouco de luz para quem, assim como eu, também tem buscado uma vida que faça cada vez mais sentido.

Cuidado com a neura do “tem que ter um propósito”!

Encontrar seu verdadeiro chamado pode ser um caminho longo e envolve um mergulho no autoconhecimento. Mas, enquanto isso, a pergunta que podemos carregar é: “Quais são meus motivadores internos?” Pois se você ainda não tem clareza de um grande chamado interno – um propósito altamente mobilizador – saiba que isso é o que ocorre com a maioria das pessoas. E mesmo aqueles que já têm um propósito claro muitas vezes começam a revisar o que tinham definido. Então vamos com calma, e enquanto damos tempo para um processo mais profundo de autoconhecimento, podemos ir seguindo com base nas nossas principais motivações.

O que são motivadores?

São razões que nos motivam a nos mover, e quando lembramos delas, nos brota uma energia favorável a fazer as coisas acontecerem. Por exemplo:

● Educar e ser exemplo para os filhos;
● Estimular o desenvolvimento daqueles que estão à nossa volta;
● Autodesenvolver-se para ser um ser humano cada vez melhor;
● Ajudar as partes mais vulneráveis da sociedade;
● Entre diversos outros.

Identificar esses motivadores e mantê-los no foco pode ser bem importante, pois poderão ser usados para gerar a energia do movimento, a força para implementar as transformações necessárias, especialmente em você mesmo, para que as coisas tenham uma direção positiva.

Um pouco da minha busca

Na busca pelo meu propósito, comecei a observar os sinais que a própria vida tinha me dado. Eu me percebi influenciado pelas profissões dos meus pais e pelos programas que fazíamos na natureza aos finais de semana.

Quando era criança, eu via meus pais saírem para trabalhar, minha mãe era professora e meu pai microempresário. Hoje, percebo uma forte motivação pelo desenvolvimento humano e por empreender nessa área. Permeando tudo o que faço, trago uma profunda conexão com a natureza, a qual uso de fonte de inspiração e reequilíbrio, mas que também muitas vezes é pano de fundo para os trabalhos de desenvolvimento que faço.

Aprendi, nessa busca pelo que faz mais sentido para mim, essa importante influência familiar, a qual considero um presente que a vida me deu.

Três exemplos inspiradores e bem próximos de nós.

Aos 4 anos, Myrian Krexu, agora com 32, quebrou o braço e precisou ir ao hospital. Ao conhecer o trabalho do médico que a atendeu, a pequena índia da nação Guarani Mbyá escolheu sua profissão. Formada em 2013, ela é a primeira cirurgiã cardiovascular indígena do Brasil.

Meu aprendizado: Podemos olhar para nossa infância, há muitos sinais lá sobre o que faz
sentido para nós mesmos.

Antes de se transformar em Seu Jorge, um dos maiores nomes da música brasileira, Jorge Mário da Silva era morador de rua na cidade do Rio de Janeiro. Em um programa de televisão que contava sua história, ele disse que não foi ele que escolheu a música, foi ela que o escolheu! Quando começou, não era nem pelo dinheiro que ele tocava, mas pela pizza que rolava no final do show em dias que ele nem tinha o que comer.

Meu aprendizado: A nossa própria história nos dá muitos sinais. Quais situações marcantes, mesmo que sejam adversidades, estão dando pistas importantes para você?

A Suhellen Kessamiguiemon era diarista e a quarentena acabou com as suas faxinas! Diante da dificuldade, ela viu uma oportunidade onde todos viam um problema. Ela se questionou: “Por que não ensinar e ajudar pessoas que não têm experiência em cuidar da casa e se viram obrigadas a fazê-lo?” Surgiu dessa reflexão uma inovação: o @diario.da.diarista, uma mentoria em grupo super em conta, na qual ela dá dicas, revela os produtos que funcionam melhor e as estratégias que usa para que a limpeza da casa seja mais produtiva e organizada.

Meu aprendizado: Pensar fora da caixa, ampliar a visão, pois a resposta pode estar mais perto do que nós imaginamos.

Mensagem para levar

A busca pelo propósito pode ser uma jornada de autoconhecimento que vale a pena percorrer. Essa caminhada, que pode ser leve, não deveria ser percorrida com pressa, afinal, trata-se de um tema profundo, talvez uma das questões mais importantes de nossas vidas.

Enquanto estamos nesse processo de busca, não precisamos ficar à deriva, ou seja, podemos ir nos conectando com nossos motivadores, não faltam exemplos à nossa volta para nos inspirarmos.

Aliás, ficar à deriva, na minha opinião, é um dos maiores riscos que podemos correr, e não deveria ser uma opção para aqueles que querem ser mais responsáveis pelos seus próprios caminhos, decisões e, especialmente, pelos frutos que colhem dessa vida.

Boa caminhada interna, e que esta possa também te revelar novas visões sobre a vida e o que verdadeiramente fazemos dela.

Você já conhece algum motivador pessoal interno seu? O que te gera energia para fazer acontecer? Te convido a contar aqui nos comentários, isso pode ajudar a inspirar mais pessoas!

Daniel Spinelli

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Comentários

Uma resposta para “Você também busca uma vida com mais significado?”

  1. Muito legal o texto. Hoje mesmo eu fiz uma reflexão a respeito da minha infância. Eu queria ser professora, escritora e dançarina. Eu brincava que estava dando aula para as bonecas. Também tinha muitos cadernos onde eu escrevia detalhes de momentos importantes para que eu não esquecesse. Sempre que acontecia algo muito interessante eu já imaginava aquilo num livro. Eu também pintava as paredes de casa, gostava de desenhar e de pintar. A dança também sempre foi presente nos filmes que eu assistia e nas festas. Teve um acidente que rendeu uma cicatriz no queixo por causa do filme Flashdance porque eu queria imitar a mulher principal e acabei caindo hahaha. Outra coisa que eu sempre fui curiosa foi em relação as emoções e o cérebro humano. Na adolescência eu ficava me perguntando muito sobre como as pessoas pensavam e por que e elas agiam como agiam. Eu queria entender o ser humano e me entender também. É uma busca eterna pelo jeito. Temos que aproveitar o caminho, como dizem.

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