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Daniel

Para onde estamos indo mesmo?

By | Desenvolvimento Humano | No Comments

 

Esse texto pode conter ideias subversivas. Passe desta linha por sua conta e risco.

Você tem precisado acelerar seu ritmo de estudo e trabalho? Equipamentos e aplicativos que não existiam há pouco tempo invadiram seu cotidiano? Se a sua resposta é sim, eu te convido a fazer essa reflexão junto comigo.

A viagem começou numa sala de embarque.

Recentemente, eu tinha um voo marcado logo pela manhã. Então acordei, fiz minha meditação matinal e em seguida fui para o aeroporto. Chegando à sala de embarque , olhei para todas aquelas pessoas de uma forma um pouco diferente naquele dia . Quase todas estavam fazendo alguma coisa numa tela de tablet ou celular. O pensamento que veio foi: “Os caras conseguiram!” Criaram uma solução tecnológica tão extraordinária e que resolve tantos dos nossos ” problemas ” , que nos entregamos totalmente à nossas maravilhosas tecnologias móveis .

O que diria uma especialista?

Lá fui eu então buscar alguns dados e encontrei uma pesquisa da Dra. Nancy Etcoff, psicóloga pesquisadora da universidade de Harvard. Ela realizou um amplo estudo em parceria com o instituto francês IPSUS. Esse estudo aponta dados alarmantes. Veja alguns deles:

  • 36% das pessoas pesquisadas (o que inclui brasileiros) prioriza o uso de smartphones em vez do convívio familiar.
  • Metade dos participantes dizem verificar o aparelho mais vezes do que gostaria.
  • Um terço acredita que passa tempo demais no smartphone.
  • Três em cada dez concordam que, quando não estão usando o celular, “estão pensando em usá-lo ou planejando o próximo uso do dispositivo”.

E você? Se encaixa em alguma dessas estatísticas? Ou conhece alguém que se encaixa?

Antes que você confunda a intenção aqui, a ideia não é ir contra as evoluções tecnológicas.  Esse questionamento é para as pessoas. Qual é o nosso nível de consciência nessa nova realidade que criamos? Quais as bases e consequências de viver uma vida cada vez mais conectada, cada vez mais virtual?

Quem mais ganha com isso?

Temos visto indústrias emergentes performando lucros extraordinários por trás dessa nova cultura, não é mesmo? Uma narrativa inédita do que é produtividade, sucesso e pertencimento vem contagiando a todos exponencialmente.

A mesma pesquisa que citei acima diz que 49% dos jovens da geração Z no Brasil considera o smartphone seu melhor amigo. Sim, você leu certo, 49%!

Mais uma vez, a intenção do texto também não é um posicionamento contra empresas lucrativas, muito menos contra a evolução humana . Mas será que estamos lidando bem com tudo isso? Será que não devemos questionar um pouco quais culturas (e forjadas por quem) estão ditando essa nova ordem cultural que está invadindo nossas vidas? Que novos padrões de comportamento estamos cultivando?

Chamada para o voo

Uma voz anunciou no saguão a chamada para o meu voo. Estava na hora de embarcar. Sim, eu tinha me espantado com todas aquelas pessoas nos seus mobiles, mas eu sentei e fiz a mesma coisa. “Nossa!”, pensei comigo. Caminhando para o embarque me perguntei se de alguma forma estamos adiando as perguntas principais indefinidamente enquanto não terminamos de checar nossas timelines e nossas inboxes. Mas peraí, será que elas têm fim? Após anos utilizando-as, ainda que sob algumas regras e limites, eu penso que não, elas não têm fim. Ou seja, se tiver algo adiado para depois delas, talvez isso nunca chegue a receber a nossa atenção.

Qual seria então um movimento de consciência diante desse cenário cheio de ameaças, mas também de oportunidades. Claro, não podemos negar diversos benefícios gerados pelas mesmas tecnologias, como o acesso à informação e a democratização da comunicação, só para citar duas.

O que organizações e líderes podem fazer a respeito?

Vou citar dois exemplos interessantes para inspirar. Um da própria Motorola, primeira fabricante de telefones celulares do mundo, que lançou um programa chamado Phone Life Balance, que incentiva o uso inteligente e equilibrado do smartphone.

Outro movimento superbacana é o da Digitial Detox, uma ONG que tem um slogan: “We are a slow-down not a start-up”. Seu propósito é redefinir o que significa estar conectad@.

Ou seja, a ideia não é promover uma parada na evolução tecnológica, mas sim que a coloquemos a favor da evolução humana e não de um possível adoecimento da espécie.

Certamente há muitas outras coisas que organizações e líderes podem fazer. A primeira delas poderia ser o convite de um autor e fundador de um dos mais influentes institutos de liderança do próprio Vale do Silício, Chade-Meng Tan, que diz: “Busque dentro de você.”

Meng sugere que a nossa própria produtividade, qualidade de liderança e bem-estar ficam comprometidos se não pararmos para respirar, ou de pausar antes de reagir. Ou seja, ele nos ensina que devemos treinar a própria mente para sermos menos compulsivos e mais conscientes. Caso contrário, a nossa própria desejada produtividade ficará comprometida pelos nossos hábitos, inclusive os digitais (aqui inserção minha).

Entrando em modo avião…

Meu voo estava pronto para partir, a comissária de bordo anunciou “portas fechadas” e pediu para que colocássemos nossos dispositivos em modo avião. Eu achei o que aconteceu então muito simbólico. Parece que, pelo tempo de um voo, uma certa paz permeou aquelas pessoas que, junto comigo, estavam isoladas do mundo externo pela carcaça de um avião.

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Alguns estudos sobre saúde mental e consciência trazem sugestões interessantes que podem nos ajudar a aumentar o uso consciente dos nossos equipamentos eletrônicos. Aqui vão algumas delas:

  • Dormir com o smartphone desligado.
  • Permitir um intervalo com eletrônicos desligados antes de dormir e depois de acordar.
  • Iniciar o dia com uma prática de meditação (claro que eu não ia deixar essa de fora rs).
  • Deixar seu celular de lado enquanto se alimenta e procurar sentir o sabor e a textura do alimento enquanto mastiga. Se tiver companhia na refeição, que tal aproveitar o tempo no mundo real?
  • Fazer pequenos intervalos durante um dia de trabalho para acalmar a mente e melhorar sua capacidade de se manter com consciência e foco. Mesmo que sejam de apenas um minuto.
  • Tirar um dia de vez em quando para ficar totalmente offline. Bom momento para revisitar suas decisões de vida, seus valores e objetivos.
  • Desligar notificações, programar os momentos do dia em que você vai dar retornos das mensagens. Perceba que quem define a maior parte das urgências é você mesmo.

Claro que essa lista não pretende ser completa, apenas mostrar que podemos dar grandes passos de consciência com pequenas atitudes diárias. Talvez você já tenha ouvido falar de todas elas, mas a pergunta é: Você está colocando-as em prática?

Hora do desembarque

Terminou o voo. Interessante que, ao anunciar que as pessoas podiam ficar online novamente, uma onda sonora de notificações chegando invadiu o espaço. Reconectamos de novo.

E você que leu essa reflexão até aqui, antes de desembarcarmos e seguirmos nossas vidas, enquanto ainda estamos juntos aguardando a porta abrir, segue meu convite:

Treinemos nossas mentes para estarmos cada vez mais conscientes nesse admirável mundo que estamos criando.

Quer dar um primeiro passo? Escolha pelo menos uma das sugestões da lista acima e implemente a partir de hoje. É sério, eu te convido a ir na lista agora, escolher seu novo hábito e começar hoje.

Você tem outras dicas? Comente aqui o que você faz para se manter consciente nesse mundo cada vez mais digital. Contribua com suas dicas e questionamentos também.

Até a próxima!

Daniel Spinelli

Palestrantes e Facilitador de workshops. Acredito que a ampliação da consciência tem o poder de transformar pessoas e organizações.

P.S.: Que tal refletir sobre esse texto ouvindo uma música? Se quiser uma sugestão:

https://open.spotify.com/track/3xuNzrasYXvVTf60xkEyxm?si=g_pVyhjZT_-eiRrNH2gnxw

Mindfulness, hackeando a sua própria mente?

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Você também acredita que a qualidade mental da atenção plena pode ser útil e deixar a sua vida melhor? Nas próximas linhas continuarei explorando (Veja aqui o Artigo 1) um pouco mais desse tema. Mindfulness tem sido alvo de muitas pesquisas na ciência e tem despertado a curiosidade das pessoas em geral.   

Mas isso é para mim?

Antes que você ache que quem está precisando fazer práticas de Mindfulness é seu chefe, alguns membros do seu time ou o seu cônjuge, leia o meu depoimento pessoal.

Há alguns anos eu era uma pessoa muita agitada, ansiosa e com dificuldade de gerir as atividades do dia a dia. Comumente eu terminava um dia de trabalho com uma sensação de insatisfação e de improdutividade, mesmo após um dia de agenda muito intensa. Bom, para ser sincero eu ainda tenho algumas dessas características, porém hoje lido de forma bem diferente com isso. Desde que comecei a praticar meditação diariamente eu tive melhoras muito significativas e todos que estão a minha volta também perceberam. Benefícios não apenas no trabalho, mas também em outras áreas de vida.

Como desenvolver atenção plena?

Hoje eu acredito que praticar atenção plena é para todos aqueles que desejam se desenvolver por meio do autoconhecimento. O próprio Daniel Goleman, um dos principais autores e pesquisadores de Inteligência Emocional, confirma que algumas práticas de meditação ajudam a desenvolver as habilidades bases para a Inteligência Emocional. (1)

Alguns tipos de meditação já têm sua eficácia cientificamente comprovada para o treinamento de nossa mente. Um desses fins é o de desenvolver a qualidade da Atenção Plena ou, como já falamos no artigo anterior, Mindfulness. Então se você é uma dessas pessoas que ainda ficam desconfiadas quando ouve a palavra meditação, eu sugiro que reveja seus conceitos!

“Alguns benefícios reconhecidos da meditação são: redução do nível de cortisol (hormônio do estresse), melhora da imunidade e aumento do humor. Além disso, ajuda na recuperação mais rápida de um episódio de stress e aguça nosso foco”, Daniel Goleman.

Como fazer então para ter mais atenção plena?

Uma explosão de pesquisas recentes, pincipalmente da Neurociência e da Psicologia, vêm entendendo e aprofundando o tema. Gostaria de compartilhar aqui dois dos meus principais aprendizados ao estudar algumas dessas pesquisas:

  1. Não melhoramos nossa inteligência emocional só estudando. A grande sacada aqui é, se você quiser gerenciar melhor suas emoções, organizar melhor o seu tempo e melhorar a forma como se relaciona com as pessoas a sua volta, o caminho comprovado é praticar.
  2. Todos nós temos uma habilidade chamada neuroplasticidade. Isto é, nós podemos mudar a estrutura e a funcionalidade do nosso cérebro por meio daquilo que repetidamente pensamos e sentimos. Ou seja, naquilo em que colocamos e mantemos nossa atenção determina nosso próprio funcionamento. Será que vale a pena ser capaz de gerenciar a própria atenção?  

Aliás, acredito que essa seria uma boa forma de olhar para práticas de Mindfulness. São práticas de treinamento mental que com o tempo aumentam sua capacidade de ter atenção plena no momento presente.  

Que tal você experimentar?

Compartilhe comigo suas dúvidas e sua experiência na jornada por uma mente cada vez mais saudável.

Quer aprender mais sobre Mindfulness? Me escreve inbox que em breve farei um webinar sobre o tema.

Daniel Spinelli – Palestrante, facilitador de workshops, meditante e surfista

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Mindfulness, isso é para você?

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Um instante de silêncio

Eu estava pensativo na minha cadeira, sentindo uma mistura de gratidão com expectativa: o evento estava prestes a começar. Olhei em volta e vi mais de 80 pessoas de diversos lugares do mundo, todos naquele mesmo clima de “que incrível estar aqui”. Pontualmente às 8h30 da manhã sobem no palco três facilitadores, dois homens e uma mulher. Lado a lado eles olham para a plateia e, rapidamente, um silêncio domina o ambiente.

Um deles dá um passo à frente e diz:

“Sejam bem-vindos, que alegria receber vocês aqui hoje. Para que estejamos plenamente aqui e agora, proponho que nossa primeira atividade seja um instante de silêncio”.

E eu me perguntei: O quê? Assim já de início? Uau que incrível! Então mergulhei naquela meditação guiada por cerca de três minutos.

No final daquela manhã eu refleti: Quantas vezes começamos uma atividade ou até mesmo um dia de trabalho já olhando para o relógio, no mesmo ritmo das notificações do nosso smartphone? Por que não nos permitimos uma pausa no início ou no meio do dia, um pouco de silêncio para minimamente acalmar a mente? Dessa forma podemos ter mais clareza para ler melhor o cenário e tomar melhores decisões.

Essa foi apenas a parte da manhã do primeiro dia presencial da formação de professores de mindfulness que cursei. Eu estava em San Francisco, na Califórnia, com o time do SIYLI – Instituto de Liderança Search Inside Yourself. Ali se iniciava o que viria a ser o ano de estudos mais transformador da minha vida!

A proposta da série de textos que irei compartilhar aqui é dividir alguns dos meus aprendizados nessa jornada de estudos, práticas e aprendizados. Assim, você poderá entender mais sobre o tema e descobrir se a prática de mindfulness é para você.

Mas afinal, o que é Mindfulness?

A tradução mais comumente usada do termo para o português é “Atenção Plena”. Ou seja, a capacidade de gerenciar nossa atenção de forma a focá-la no momento presente, com uma atitude de abertura e curiosidade.

Todo esse movimento recente em torno desse conceito se deve ao fato de que pesquisas recentes começaram a comprovar cientificamente efeitos muito positivos em pessoas que têm essa habilidade mental desenvolvida.

No livro Atenção Plena, os autores Mark Williams e Danny Penman mencionam que “com o tempo, essa qualidade mental provoca mudanças no humor e nos níveis de felicidade e bem-estar”. Estudos científicos mostraram que a prática da atenção plena previne a depressão e afeta positivamente os padrões cerebrais responsáveis pela ansiedade e pelo stress.

Para quem está firme buscando melhorar seu desenvolvimento profissional, pesquisas do SIYLI e de Harvard mostram, entre outros benefícios, uma melhoria na gestão do tempo e nas relações interpessoais.

E aí, achou interessante? Quer saber mais?  Fique de olho por aqui que no próximo artigo vou contar como essa prática me ajudou e compartilhar alguns importantes aprendizados nessa caminhada.

2018 – Manual de Sobrevivência para Tempos Difíceis

By | Desenvolvimento Humano | No Comments

No final de 2018, eu postei nas minhas redes socias uma pergunta: “O que foi 2018 para você?”. Para mim, foi sem dúvidas o ano mais desafiador da minha vida, nunca antes a vida tinha me testado de tantas formas e intensidades diferentes e eu queria ter uma ideia de como foi para meus amigos das redes. “Difícil” eu já sabia que tinha sido para a maioria. O que eu queria saber mesmo era como as pessoas estavam olhando para isso. E veja que interessante! Com os comentários que vieram daria até para fazer um livro ou um seminário, que eu chamaria de “Manual de Sobrevivência para Tempos Difíceis”.

Então segue aqui um resumo do que seria esse manual, do qual eu concedo o crédito aos meus amigos e seguidores. É uma lição de vida, aproveite:

Comentários que descreveram o tamanho do desafio:

Ultramaratona

Tsunami

Antagônico (intenso na felicidade e na dor)

Complexidade, perda e intensos desafios no mais amplo sentindo

Acho interessante aqui o quão importante é a gente identificar onde estamos pisando, olhar com lucidez para o cenário, como foi feito nas palavras acima. Às vezes focamos demais em dizer para nós mesmos que damos conta de tudo, que podemos superar qualquer coisa, adotamos uma atitude supermotivacional e acabamos com isso perdendo um pouco (ou bastante) do senso de onde estamos pisando. A realidade é que, se você se percebe numa ultramaratona ou num Tsunami, você precisa agir e se preparar de acordo.

Tenho notado que aprendem e crescem mais em tempos difíceis aqueles que são capazes de perceber a criticidade do momento, olhar e identificar suas próprias vulnerabilidades e usar a sabedoria (e não necessariamente só a motivação) para lidar com isso.

Quando eu percebi que, no primeiro semestre, de repente se formou uma “tempestade perfeita” em cima de mim, com vários fatores críticos acontecendo ao mesmo tempo, eu notei que, se eu não reorganizasse totalmente meus hábitos, eu teria grandes chances de entrar em colapso ou até mesmo cair doente.

 

Comentários que descreveram o trabalho intrapessoal que foi feito diante do desafio:

“Olhar pra dentro, deixar minha essência fluir… Conhecer e aceitar as minhas vulnerabilidades, respeitar a natureza cíclica feminina, ser autêntica e fazer minhas perguntas, mesmo que muitas não tenham respostas…”

Autorresponsabilidade

“Eu quis ser desafiada”

Mudança, sair da zona de conforto

Paciência

Coerência

Autoconhecimento, reconexão consigo mesmo, Integridade

Valorização das coisas e dos momentos mais simples… Ano da Paciência

Achei interessante quantas pessoas citaram autoconhecimento ou mencionaram que fizeram algum tipo de trabalho interno. Definitivamente, olhar para dentro com sinceridade e com autocompaixão faz toda a diferença para quem está passando por uma turbulência na vida. As armadilhas de ignorar o processo interno é o autoengano ou a autodesqualificação, e essas duas armadilhas podem parecer facilitar as coisas num primeiro olhar, mas, no decorrer dos acontecimentos, são grandes sabotadores do seu potencial. Lembre-se de que a primeira pessoa que você conta para te dar bons feedbacks, incentivo, apoio e cuidados é você mesmo. Seja sempre a melhor amizade de você mesmo.

Uma das decisões difíceis que tive que tomar esse ano foi relativa à minha prática de meditação. Devido à extrema demanda de agenda, eu fui tentado a cortar a prática para ganhar tempo. Hoje sou grato por não ter feito isso, reduzi um pouco a duração e a frequência, mas procurei compensar no ganho de qualidade e a me inspirar na motivação de que seria mais difícil de navegar se eu estivesse vendo tudo nublado na minha frente. Especialmente no meu caso, em que outras pessoas dependiam da qualidade da minha visão.

 

Comentários que descreveram o que foi feito diante do desafio:

Coragem para enfrentar o novo 

Resiliência

Tenacidade

Escolhas e decisões

Dedicação

Rebeldia para sobreviver

Verdade, na maioria das vezes as coisas não são do jeito que a gente quer, porém, quanto mais tempo eu levo lamentando ou fingindo que aquilo não está ali, mais eu adio o que precisa ser feito e principalmente a oportunidade de aprender com isso. A palavra resiliência foi a mais mencionada nos comentários depois de “desafio”. Percebi que a qualidade da resiliência em tempos difíceis deve ser praticada para que possamos atuar de forma plena, com clareza mental e com acesso aos principais recursos pessoais. A melhor forma de agir, de forma menos automática e mais consciente.

Nesse sentido, os desafios podem servir para nos dar uma capacidade progressiva de nos mantermos centrados e com um nível mínimo de tranquilidade necessário para que possamos aumentar nossas próprias chances de sermos assertivos em decisões, ações e respostas.

Eu faço uma comparação com esses surfistas de ondas grandes. No mesmo cenário, uma pessoa despreparada se mataria pelo próprio apavoramento. Esses profissionais são capazes de economizar sua energia, se manter tranquilos e tomar as decisões e atitudes corretas para se manterem serenos e vivos em situações nas quais a maioria das pessoas morreria. Eles são capazes de fazer o que tem que ser feito, sem demora e com um alto nível de qualidade.

 

O que levamos

Devemos ser a mudança que queremos

Recomeço

Impermanência

Desapego

Aprendizado profundo, resignificando propósitos……

Sim , tiveram vários comentários que já mencionavam o que está se levando de 2018. Eu aprendo com isso que as pessoas que sobrevivem e superam tempos difíceis são aquelas que aprendem com as situações, são capazes de mudar e de recomeçar. Tempos difíceis muitas vezes trazem perdas, a consciência da impermanência é uma qualidade fundamental para não ficarmos apegados e podermos ter a sabedoria de seguir em frente.

Note que a palavra “aprendizado” aqui foi adjetivada com o “profundo”, ou seja, não é só algo que eu vou postar no insta junto com uma selfie, é algo que eu permito remoldar o meu ser, melhorar quem eu sou. No fim, sou eu mesmo que forjo minha própria evolução.

Eu controlo muito pouco do que está a minha volta, eu tenho mais chances de transformar a mim mesmo, e a partir daí todo o resto muda automaticamente, pois minha visão mudou.

 

E para terminar 

“Gratidão pela vida e por chegar até aqui…”

Achei lindo quantas vezes a palavra “gratidão” apareceu. Essa frase acima foi escrita por uma pessoa querida e grande profissional da área de RH. Em 2018, ela teve um grande desafio na própria saúde, um grave problema na família no qual precisou ajudar pessoalmente e perdeu a mãe no meio do ano. Sem citar os grandes desafios profissionais que envolveram inclusive viagens internacionais. Só de ler essa frase dessa pessoa já teria feito valer a pena produzir esse artigo.

Sim, podemos e devemos ser gratos mesmo pelos tempos difíceis, pelas perdas e pelo que não deu certo. Essa me parece ser uma forma muita sábia de olhar para a vida com mais humanidade e senso de realidade. O que faz a vida valer a pena não são as coisas que dão certo, o que faz a vida valer a pena é o quanto podemos continuar nossa evolução a partir de tudo o que acontece conosco.  

Desejo que você esteja cultivando a gratidão e os aprendizados por tudo o que te aconteceu em 2018 e que este seja o seu forno interno para preparar o que você vai servir para tudo e todos que vierem a te encontrar em 2019: o que há de melhor em você.

Minha profunda gratidão a todos os amigos que, com seus comentários, me ajudaram a crescer e aprender escrevendo esse texto.

 “O ontem é história, o amanhã é mistério, o hoje é uma dádiva de Deus, por isso o chamamos de presente.” (Bill Keane)

Daniel Spinelli – Facilitador, palestrante, surfista e questionador do status quo.

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Protagonismo é uma qualidade humana, desenvolva a sua

By | Desenvolvimento Humano | No Comments

Como você encara os resultados que tem obtido? Acredita que eles são determinados por fatores externos (como sorte ou destino) ou internos (como suas decisões e habilidades de fazer acontecer)?

Sabe aquela vontade que você tem de fazer uma viagem com a família, voltar a estudar ou ter um corpo e uma mente mais saudáveis? Então, o que abordaremos neste texto pode ser um bom ponto de partida para que você drible uma possível (talvez provável) autossabotagem e parta para a conquista daquilo que almeja.

Protagonismo é uma ciência ou está na cozinha da sua casa?

Alguns estudiosos do comportamento humano vêm estudando essa relação entre como agimos e os resultados que obtemos na vida. Julian Rotter, um dos autores mais influentes do tema, propôs um conceito conhecido como “Lócus de Controle”, cujo significado é Local de Controle.

Eu aprendi esse conceito em 2003 e, desde então, venho aplicando na minha vida com ótimos resultados. Decidi resumir aqui e compartilhar para que você também possa usufruir dos benefícios dessa mudança de atitude.

Entender é fácil, me acompanhe no que o Sr. Rotter nos explica sobre o conceito “Lócus de Controle”:

  • Lócus de Controle Interno: Quando acreditamos que os resultados e recompensas que obtemos, sejam eles satisfatórios ou não, são a consequência de nossos próprios comportamentos, atributos e decisões.
  • Lócus de Controle Externo: Quando acreditamos que os resultados e recompensas que obtemos são a consequência da ocorrência de fatores fora do nosso controle e que nada ou pouco poderíamos ter feito para que fosse diferente.

Qual o Modelo Mental das pessoas realizadoras?

Nas pesquisas do Sr. Rotter, como você já deve imaginar pela própria definição, as pessoas bem-sucedidas buscam constantemente o Lócus Interno. Ou seja, sempre que desejam realizar algo ou que algum resultado indesejado acontece, elas se perguntam: “o que eu posso fazer para chegar no resultado que desejo?”

Infelizmente, os números das pesquisas apontam que a grande maioria das pessoas – de forma inconsciente – prefere atuar com o Lócus Externo. Ou seja, elas acreditam que dependem apenas dos fatores externos para chegar aonde querem: “Se ganhar na loteria”, “se o governo ajudar”, “se meu líder fosse diferente”, “se o mundo fosse mais justo”, etc.. Dessa forma, elas ficam “cegas” para aquilo que elas próprias poderiam fazer e acabam se colocando como vítimas das circunstâncias.

Porque nos vitimizamos com tanta frequência?

Se o Lócus Interno é a atitude mental das pessoas bem-sucedidas, por que então a grande maioria das pessoas age com o Lócus Externo? Porque é mais fácil, ou seja, é a melhor forma de ficarmos na zona de conforto: se a responsabilidade é dos outros, não há nada que eu possa fazer; tudo bem se eu perder o protagonismo da minha vida, mas também não vou precisar mudar, estudar, aprender, nem trabalhar. Resultado: pouca história para contar e muito do que reclamar.

Sério, isso pode mudar sua vida!

Agora, se você deseja realizar seus objetivos na vida, a minha recomendação (e a do Sr. Rotter também) é que você coloque agora mesmo no papel aquilo que você quer realizar e se pergunte: “O que me cabe fazer para que isso aconteça?”. Faça seu plano de ação, enfrente sua zona de conforto e seja bem-vindo ao mundo daqueles que pouco reclamam, muito fazem e chegam aonde querem.

Sim, você pode aprender aquele idioma, perder aqueles quilos, fazer aquela viagem, melhorar a relação com seus colegas de comportamento “mais difícil de lidar”… Só cabe a você mesmo decidir que essa aspiração vale mais do que sua zona de conforto e começar a agir, agora mesmo, de forma consistente.

Como diria Nelson Mandela, desejo que o futuro o encontre fazendo justamente o que você precisava ter feito para chegar aonde você queria estar. Sucesso na caminhada!

Daniel Spinelli – Facilitador, palestrante, surfista e questionador do status quo.

Humanização das vendas – o próximo passo para a perenidade das organizações?

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Eu não sei você, mas eu me sinto desrespeitado toda vez que alguém tenta me vender de forma manipulativa. Assinaturas de revista disfarçadas de brinde, palavras âncoras vinculados a produtos saindo de linha, título de capitalização para melhorar o relacionamento com o gerente, entre outras pegadinhas. Sempre me intrigou o quanto os profissionais e as empresas que lançam mão desse tipo de abordagem não percebem que estão destruindo sua reputação e confiabilidade em troca de resultados no curto prazo. Especialmente para mim, que trabalho com desenvolvimento humano, essas abordagens de vendas sempre destoaram do que acredito ser a construção de relações saudáveis e produtivas.

Mas olha o que o “destino” me aprontou …

Em 2013, eu recebi uma ligação de uma empresa de consultoria que estava prospectando um licenciado no Brasil para a Signature Worldwide, uma empresa global de treinamento em vendas. Na época, trabalhávamos com foco em desenvolvimento de times e líderes e aquela proposta me pareceu fora de escopo do nosso negócio. De qualquer forma, topei falar com o CEO da empresa – o Steve Wolever. Na ligação, falamos sobre ética nos negócios e sobre o quanto as empresas se batem para construir relações duradouras e de confiança com seus clientes. Ao final da ligação, demos início à negociação que trouxe a Signature para dentro dos negócios da PS.

O que aprendi nesses 4 anos dirigindo a Signature Brasil?

Montamos uma equipe de especialistas em vendas e atendimento ao cliente e cada nova pessoa que agrega nosso time reforça o quanto o método que a Signature ensina é simples e potente. E o poder dessa abordagem vem justamente dos princípios básicos que estão na lógica que permeia cada solução de treinamento. Nosso time trabalha motivado, pois sabe que está contribuindo efetivamente em dois aspectos:

1 – Ajudar as empresas a resolverem um sério problema no que tange a sua relação com seus clientes (importante isso?), o que incrivelmente é deixado à deriva em muitos casos.

2 – Apoiar os profissionais a desenvolver as habilidades necessárias para poder migrar do modelo mental manipulativo ou automatizado para relações mais autênticas e humanas com seus clientes.

A nova cultura de atendimento e vendas, que considera efetivamente o cliente a partir de uma perspectiva de relação humana, tem trazido resultados incríveis para as empresas que têm apostado nesse modelo.

Abrindo a caixa preta

O que as empresas têm percebido nos seus diagnósticos em grande parte das vezes:

1 – Os agentes atendem o cliente de forma heterogênea, baseados em experiências anteriores ou algum treinamento que já fizeram. Ou seja, não há um método definido pela organização sendo aplicado.

2 – Quando há um método definido pela empresa, os gestores acham que sim, mas, na prática, os agentes não estão aplicando efetivamente. Cito como exemplo uma empresa da área de hotelaria que recentemente fez contato com a Signature para orçar um treinamento avançado pois, segundo eles, o time de reservas deles já dominava as habilidades básicas de atendimento. No mesmo momento, pegamos o telefone e simulamos um pedido de orçamento para hospedagem naquele hotel (fizemos um cliente oculto) e descobrimos que os atendentes estavam deslizando em coisas simples, como não falar com o cliente usando o nome dele e nem saber o que o cliente estava buscando para aquela hospedagem. Só para citar dois pontos.

O que um método eficaz e bem implementado pode gerar:

1 – Maior uniformidade na forma como se atende gera mais precisão nas informações e cria uma tranquilidade para o cliente, que passa a saber que, ao falar com aquela empresa, ele sabe o nível de atendimento que pode esperar.

2 – Otimização do tempo, tanto do atendente quanto do cliente, com um atendimento que efetivamente identifica as oportunidades, para que aquele contato traga o melhor para ambos o que na prática significa mais faturamento e simultaneamente clientes mais satisfeitos.

Considero isso a coisa mais importante que vou escrever neste texto: mais do que uma cultura para os times de atendimento e vendas, a forma como uma empresa se relaciona com o cliente transmite poderosamente a imagem do que de fato é seu propósito (a que veio) e quais são seus valores (como fazemos as coisas por aqui). Mais importante do que qualquer coisa que esteja escrita nas paredes, ou nas intenções da diretoria, ou ainda nas ações de marketing, o que vai definir a reputação de uma marca (e de um profissional) e seu faturamento no médio a longo prazo, além da qualidade do seu produto, é a forma como está se relacionando com seus clientes.

Para não ir embora sem falar de integridade:

Acredito que o maior efeito pessoal que senti desses 4 anos de convívio com a Signature é que acabei desenvolvendo um olhar mais apurado para a forma como as pessoas estão me atendendo nos lugares. E sabe qual o meu maior desejo como cliente? É que os vendedores usem comigo os mesmos princípios que a Signature treina seus participantes ao redor do mundo. Eles me ajudariam muito mais e consequentemente venderiam mais e por mais tempo para mim.

“As pessoas vão esquecer o que você disse, as pessoas vão esquecer o que você fez, mas as pessoas nunca esquecerão como você as fez sentir” Maya Angelou

Daniel Spinelli – Country Manager da Signature Brasil, questionador do status quo e surfista.

Facilitando treinamentos em tempos de Google. O que muda?

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“Inteligência é o que você usa quando não sabe o que fazer” Jean Piaget

Você já parou para refletir sobre como as mudanças pelas quais estamos passando estão impactando a forma como as pessoas aprendem?

Não muitos anos atrás, as pessoas dependiam de professores, consultores, palestrantes e livros para ter acesso ao conhecimento. Com isso, até pouco tempo a sala de aula tinha um papel diferente do que tem hoje: os participantes tinham uma expectativa de acesso ao conhecimento. O papel do facilitador era de prover conhecimento, deveria ser alguém que dominava o conteúdo e a origem do mesmo. O programa de aula tinha uma linha específica para atender às expectativas de aprendizagem dos alunos e vinha ao encontro das habilidades de ensino dos facilitadores.

Mas, então, o que aconteceu?

Em poucos anos entrou uma verdadeira revolução no acesso ao conhecimento. Hoje, qualquer pessoa com acesso à internet é capaz de assistir aulas de mestres de cada assunto. Youtube, TED, blogs, wikipedia, podcasts, entre tantas outras ferramentas transbordam conteúdos dos mais diversos. Em poucas horas uma pessoa pode aprender muito sobre qualquer assunto que desejar, acessando instantaneamente o que há de mais moderno sendo discutido sobre temas diversos.

Armadilha

A maior armadilha que percebo é a lentidão na adaptação a essa nova realidade por parte de quem se propõe a prover aprendizagem presencial, sejam organizações ou facilitadores. Quantas salas de aula ao redor mundo estão em um universo de faz de conta só porque estão acostumadas com o fato de ter sido sempre assim.

Até mesmo o mercado de eventos de negócios já está sendo profundamente impactado por essas mudanças, afinal, por que eu deveria viajar e gastar meu dinheiro para participar de um evento cheio de pessoas disputando minha atenção para ver coisas que estão facilmente disponíveis na internet? Eu mesmo já deixei de ir a vários eventos depois que tive acesso aos nomes dos palestrantes e à lista de expositores.

A pergunta-chave agora é: “para que eu deveria ir até o seu curso, treinamento ou evento? O que eu terei lá de diferente que eu já não vou acessar via internet?”

Reflexão

Tenho vários aprendizados sobre esse assunto, com base nas contínuas revisões nos formatos de experiência de aprendizagem que tenho trabalhado nos últimos anos. Essas novas formas de desenhar programas de aprendizagem e atuar em sala partem de alguns princípios importantes:

Princípio 1: Com quem o participante aprende

O participante não aprende mais com o facilitador. Ele pode aprender com suas próprias pesquisas e experiências. Ele pode aprender com seus colegas e com as principais referências de um assunto. Mas nem por isso o facilitador deixa de ser importante no processo, desde que saiba se reposicionar para facilitar esses novos métodos.

Princípio 2: Como o participante aprende

Certamente não é mais sentado ouvindo uma aula tradicional com slides do power point. Ele cada vez mais aprende como protagonista no processo, de forma ativa. Aprende fazendo, pesquisando, debatendo e confrontando ideias. O facilitador que insistir em dar uma aula convencional corre o risco de perder a atenção dos participantes.

Princípio 3: A arte de sair da cena

Sim, o holofote não é mais no mestre. Mestre agora é quem sabe continuar facilitando e liderando uma sala de aula sem estar no centro das atenções. Esse princípio eu considero o mais desafiador, pois lida com o ego do educador. Sem um processo de autoconhecimento e ganho de autoconfiança, acho difícil esse passo ser dado. Já estive com diversos facilitadores que têm uma grande dificuldade nesse ponto e quase sempre a minha recomendação é: “trabalhe seu próprio desenvolvimento antes de mais nada”.

Princípio 4: O que apenas um evento presencial oferece e como potencializar isso?

Para cada situação e objetivo de aprendizagem essa resposta muda, mas uma coisa é certa: essa pergunta te ajudará tremendamente a sair do lugar comum e a prover experiências de aprendizagem significativas e diferenciadas. Afinal de contas, você quer que as pessoas saiam do seu curso ou treinamento com a clara percepção de que valeu a pena e de que nenhuma experiência digital teria sido capaz de proporcionar o que acabou de experienciar.

Os feedbacks que tenho recebido sempre que coloco em prática os princípios acima são de que valeu muito a pena ter participado, a aplicação pós-sala de aula é muito alta e a percepção das pessoas é de que o tempo de sala voou.

Claro que em cada um desses princípios poderíamos nos dedicar de forma mais aprofundada, e digo que se você trabalha com treinamento e desenvolvimento isso é uma necessidade.

Meu convite é que você não perca a oportunidade de confrontar cada um desses princípios com a forma como facilita hoje.

A propósito, estou fazendo uma rodada de workshops para facilitadores em diversas cidades. Se tens interesse em participar me chama inbox. CWB (2/ago), SP (16/ago), Foz (18/ago), BH (25/ago) e RJ (25/set).

“A evolução do indivíduo é a evolução da sua consciência” George Gurdjieff

Daniel Spinelli

Facilitador, palestrante, surfista e questionador do status quo.

Engajamento de colaboradores: 3 riscos para o seu negócio e como evitá-los

By | Desenvolvimento Humano | No Comments

Você sabia que 65% dos colaboradores ao redor do mundo se dizem engajados? Por outro lado, o Brasil tem demonstrado resultados de queda produtiva nos últimos 6 anos.

O que explica o baixo nível de engajamento dos seus colaboradores?

●    Colaboradores sobrecarregados.

●    Falta de know-how.

●    Líderes inflexíveis.

Quais são as consequências do baixo nível de engajamento?

●    Alta rotatividade.

●    Níveis baixos de qualidade dos produtos/serviços.

●    Baixa performance e qualidade no trabalho.

Como aumentar o nível de engajamento dos seus colaboradores?

#1 Primeiro, você precisa identificar o nível de engajamento em sua organização.

Você pode contratar uma empresa para realizar uma pesquisa de clima organizacional em seu negócio ou pode começar de forma mais empírica, fazendo esse mapeamento você mesmo.

Um bom início pode ser por meio das seguintes reflexões:

●    Quão seguros seus colaboradores demonstram estar para expressar opiniões e crenças? Eles costumam contrapor suas ideias – o que seria desejável – ou sempre concordam com você?

●    Seus colaboradores se demonstram inseguros quanto ao futuro? Você percebe que eles sentem medo de não serem “necessários” para a empresa?

●    Você costuma dar liberdade para que seus colaboradores sejam criativos e ajam de maneira mais informal?

# 2 Em seguida, encoraje-os a expor mais suas opiniões e a interagir mais com os demais colaboradores

Durante as reuniões, incentive a participação de todos os colaboradores. Você pode deixar acordado que todos devem levar um contraponto (ou um fator de risco, ou uma ação de contingência) às premissas que foram definidas para um projeto, por exemplo.

! CUIDADO ! para não fazer com que isso soe uma obrigação, é apenas uma ação para aumentar a colaboração dentro da empresa e não mais uma tarefa que eles devem desempenhar.

# 3 Por último, dê mais visibilidade aos seus colaboradores

Seus colaboradores precisam de reconhecimento -assim como todos os seres humanos. Por isso, quando eles fizerem o esperado (ou além), dê o crédito. Mais do que isso: dê visibilidade para eles. Elogie-os na frente do restante da equipe. Isso também pode funcionar como um desafio para os demais colaboradores.

E aí, teve novos insights para gerir melhor sua equipe? Lembre-se que o melhor que você pode fazer para contribuir para o resultado é desenvolver continuamente suas habilidades de liderança.

Nós podemos ajudá-lo nesse processo: conheça mais sobre a PS Treinamento: http://www.pstreinamentoempresarial.com.br

AN