Especialista em liderança relata aprendizados nos Himalaias e aponta lacunas na formação de líderes nas organizações
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Após algumas semanas de estudos nos Himalaias, voltei ao Brasil com uma reflexão que tem me acompanhado: não acredito que estamos formando líderes à altura dos desafios reais que as organizações enfrentam hoje.
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Falamos muito sobre estratégia, inovação e gestão. Frameworks, metodologias e ferramentas ganharam espaço nas empresas e nas escolas de negócios. Ainda assim, algo essencial segue sendo tratado de forma muito menor do que sua importância exige. Refiro-me à dimensão da autoliderança.
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Entre os aprendizados que revisitei durante esse período de estudo, uma constatação se torna cada vez mais evidente: a capacidade de lidar com a própria mente, com as emoções e com a forma como respondemos às situações está se tornando uma competência central para quem ocupa posições de liderança. Apesar disso, o tema ainda é abordado de forma incipiente dentro das organizações.
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Os sinais aparecem de forma cada vez mais evidente nas organizações. Culturas que não se consolidam, equipes com baixo engajamento, redução da colaboração entre áreas e líderes emocionalmente sobrecarregados tornaram-se situações recorrentes. Em muitos contextos, a pressão constante começa a afetar a saúde mental, a confiança entre as pessoas e a qualidade das decisões.
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Grande parte desses problemas ainda é considerada característica normal dos nossos tempos. No entanto, muitos deles também estão relacionados à necessidade de continuarmos atualizando as prioridades de aprendizagem nos programas de desenvolvimento de liderança. Também percebo que, em muitas organizações, a liderança estratégica ainda não conecta a relevância dessa pauta com os resultados, a capacidade evolutiva e a longevidade da organização.
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O momento que vivemos exige dos líderes um nível mais profundo de desenvolvimento humano. Não se trata apenas de ampliar o repertório técnico, mas de fortalecer a capacidade de compreender a própria forma de agir, pensar e reagir diante dos desafios. Desenvolver presença, autorresponsabilidade e maturidade emocional são elementos que podem fundamentar uma liderança verdadeiramente capaz de mobilizar pessoas em direção a um propósito e inspirar confiança.
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Voltei dos Himalaias com uma convicção ainda mais clara: o futuro da liderança dependerá não apenas de novas ferramentas de gestão, mas também da capacidade de cada líder desenvolver habilidades humanas e compreender melhor sua própria mente.
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Publicado originalmente em: https://thepresident.com.br/experiencia-nos-himalaias-revela-sobre-formacao-lideres/